"Eu queria fazer um livro não da vida como ela é, mas como eu queria que ela fosse. Um livro para a gente pegar e ler quando quisesse esquecer a vida real... Eu entendo a Arte como sendo uma errata da vida. A página tal, onde se lê isto, leia-se aquilo..."

Erico Verissimo, em "Um Lugar ao Sol".

sábado, 4 de junho de 2011

Programa De Lá Pra Cá da TV Brasil sobre Erico Verissimo

Sobre o programa

Um momento histórico, um lugar ou um personagem da História do Brasil conduzem os apresentadores Ancelmo Gois e Vera Barroso nessa descoberta do que mudou “de lá pra cá”. Eles conversam, de maneira descontraída, com personalidades que participaram da vida nacional. Os participantes relatam suas memórias de episódios importantes e analisam as mudanças ocorridas ao longo do tempo.
O formato do programa permite análises, perguntas e opiniões de convidados e populares. Com 30 minutos de duração, De Lá Pra Cá viaja pelo país em busca dos personagens que participaram destas histórias.

Parte 1


Parte 2

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Poema de Carlos Drummond de Andrade em homenagem a Erico Verissimo


A falta de Erico Verissimo

Falta alguma coisa no Brasil
depois da noite de sexta-feira.
Falta aquele homem no escritório
a tirar da máquina elétrica
o destino dos seres,
a explicação antiga da terra.

Falta uma tristeza de menino bom
caminhando entre adultos
na esperança da justiça
que tarda - como tarda!
a clarear o mundo.

Falta um boné, aquele jeito manso,
aquela ternura contida, óleo
a derramar-se lentamente.
Falta o casal passeando no trigal.

Falta um solo de clarineta.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Falando sobre Erico: Um afeto especial por Luis Fernando Verissimo


Não me lembro qual foi o primeiro livro do pai que li. Foi certamente um dos infantis. Talvez As Aventuras do Avião Vermelho, que era o meu favorito e li várias vezes. As Aventuras do Tibicuera também foi muito lido, mas aí eu já tinha mais de 10 anos.

Com 11 ou 12 anos, li Caminhos Cruzados. Escondido. Não era livro para crianças. Tinha cenas "fortes", de sexo. Nada que um pré-adolescente de hoje não leria sem estranhar a reticência, mas estamos falando do fim dos anos 40, quando nas edições originais dos livros do Hemingway vinha a palavra "Obscenity" substituindo os palavrões, O Amante de Lady Chatterley, do D.H.Lawrence, só circulava em edições piratas e mulher nua só em revistas de nudismo.

Eu tinha 13 anos quando saiu O Continente, a primeira parte de O Tempo e o Vento. Até hoje é o livro do pai que mais reli, e acho que é o melhor livro dele. Mas tenho um afeto especial por Noite, a novela curta que ele escreveu entre O Retrato, segunda parte de O Tempo e o Vento, e O Arquipélago, que completou a trilogia. O pai depois reconheceu que escrever Noite foi uma espécie de manobra protelatória, para não começar a escrever O Arquipélago, que traria a saga de O Tempo e o Vento até um passado relativamente recente, 1945, e no qual o próprio autor apareceria, mais ou menos disfarçado na figura de Floriano Cambará, que termina o último volume da obra escrevendo a primeira frase do primeiro. Era a parte mais difícil de fazer, e só ficou pronta dez anos depois da publicação de O Continente.

Noite é um pequeno exercício sobre as maiores questões humanas, o Bem, o Mal, a culpa e a redenção. Foi escrito num único verão, em Torres. Acompanhei sua feitura do começo ao fim, muitas vezes lendo o que saía da máquina de escrever, antes das correções e revisões. Assim posso dizer que li todas as versões de Noite, da crua até a acabada. Não acho que esteja entre os melhores livros do autor. A qualidade do texto, conciso e expressivo ao mesmo tempo, e os personagens inesquecíveis não compensam completamente o simbolismo algo esquemático e ralo. Mas é o livro dele que lembro com mais sentimento. Talvez porque tenha assistido ao parto.

Texto publicado no Segundo Caderno de Zero Hora em 18/04/2005

terça-feira, 31 de maio de 2011

Conheça o Centro Cultural CEEE Erico Verissimo (CCCEV)

Construído entre os anos de 1926 e 1928 pelo engenheiro Adolfo Stern, e inaugurado em 30 de abril de 1929, recebeu a inscrição Força & Luz na fachada. Ao todo, são 2.775 m² de área construída em plena rua dos Andradas, região central de Porto Alegre.

Entre 1916 e 1927 fora sede do famoso Clube dos Caçadores, ponto de encontro obrigatório de políticos e intelectuais, com entrada, porém pela Rua Andrade Neves. Por ser utilizado nesse período também como casa de jogos, foi cognominado “Palácio das Lágrimas”, devido ao choro dos apostadores que perdiam seu dinheiro no clube.

Em estilo eclético, mas com influência francesa do início do século XX, o edifício foi tombado em 1994 pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico do Estado do RS.

Nestes 74 anos de vida, um incontável número de reformas descaracterizaram o interior da obra. Apenas o 5º e o 6º andar preservaram o traçado original, já que as pequenas salas foram destinadas à administração do Centro Cultural.

Alguns detalhes enriquecem ainda mais o prédio, como os gradis de ferro nas sacadas em estilo art-noveaux e o mármore de Carrara, que reveste as escadas e o saguão de entrada.
A reciclagem do edifício, integralmente patrocinada pela CEEE, através da Lei de Incentivo à Cultura, custou R$ 4,4 milhões e durou 2 anos.

Tendo o arquiteto Flávio Kiefer como responsável, a obra proporciona acessibilidade universal aos usuários. Quatro plataformas elevatórias e um elevador portátil garantem liberdade a cadeirantes e pessoas portadoras de deficiência.

A segurança também foi priorizada pelo arquiteto, que garantiu um sistema integrado de prevenção a incêndios, com sprinklers, escadas internas pressurizadas e saída de emergência para a rua dos Andradas, através de um túnel que atravessa o prédio.
 

Além deste itens, o espaço foi totalmente climatizado nos seis andares e possui geradores de energia próprios, garantindo mais segurança e tranquilidade em todos os eventos.

O Centro Cultural CEEE Erico Verissimo é mantido e gerenciado pela Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica - CEEE-D. 

O Museu da Eletricidade do Rio Grande do Sul, órgão cultural da CEEE, que neste ano comemora seu 30º aniversário, sendo pioneiro no setor, também possui espaço nobre no Centro Cultural. Reformulado, o museu tornou-se mais interativo, oferecendo experimentos que instigam a participação do público.

Ao todo, são seis andares de pura cultura e energia:

1º andar: Sala O Arquipélago, Espaço Institucional e Café Monjolo (mezanino)

2º andar: Sala Noé de Mello Freitas, Museu da Eletricidade do Rio Grande do Sul, Sala de Pesquisa e Projeção e Sala O Tempo e a Energia

3° andar: Memorial Erico Verissimo

4º andar: Auditório Barbosa Lessa e Sala O Retrato (de exposições)

5º andar:  Administração

6º andar: Biblioteca O Continente (UERGS-CCCEV) e salas da administração


EQUIPE

Regina Leitão Ungaretti - Coordenadora Geral
coordenacao@cccev.com.br

Sabrina Lindemann - Coordenadora de Atividades Culturais
cultural@cccev.com.br

Cláudia Sommer - Coordenadora do Museu da Eletricidade
museu@ceee.com.br

DIVULGAÇÃO
Paulo Camargo - Jornalista
imprensa@cccev.com.br

Fonte: Site Centro Cultural CEEE Erico Verissimo

Centro Cultural CEEE Erico Verissimo apresenta espetáculo Quarta tem Sarau no Quarto

O Centro Cultural CEEE Erico Verissimo (CCCEV) instituiu o evento Quarta tem Sarau no Quarto, que tem a proposta de realizar todas as quartas-feiras, às 19h, momentos de poesia. A iniciativa é aberta ao público em geral e a entrada é franca.
Nesta quarta-feira (1º), ocorre o Sarau Quarta a Quatro, com Benedito Saldanha, Angélica Rizzi, Renato de Mattos Motta e Cristina Macedo. Posteriormente, no mês de junho, os poetas farão apresentações individuais: Benedito Sarau com Ritmo (dia 08); Angélica - Poetas Iluminadas (dia 15); Renato - Meus Poemas Sou Eu Escrito (dia 22); Cristina - Aos Mestres com Carinho (dia 29), sempre às 19h. O CCCEV está localizado na Rua dos Andradas, 1223, Centro Histórico de Porto Alegre. Informações pelo telefone 3226.7974. 

Fonte: SiteJusBrasil

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Parceria

Quem tiver sugestões, dúvidas, resenhas, notícias, trabalhos, etc. e queira compartilhar conosco, é só enviar um e-mail para:
ricardo.cardoso@edu.uniso.br

A internet e os escritores

Hoje, a internet é o meio de comunicação e entretenimento mais utilizado pelas pessoas e esse fato tende a se consolidar cada vez mais. Ela facilita o acesso dessas pessoas a informações sobre qualquer assunto e é muito prática, pois basta um clic do mouse para se encontrar todos os sites relacionados com o que você procura.
Isso deve ser aproveitado para a divulgação da Literatura com os sites dedicados aos nossos escritores, mas não são muitos os endereços que estão à altura de nossos mestres. Exemplo disso são os sites de Érico Veríssimo e Mario Quintana, que foram uma bela iniciativa do Governo do Estado do Rio Grande do Sul em homenagem ao centenário de nascimento desses escritores, mas não foram mais atualizados com novos conteúdos e ficaram um pouco aquém em relação à vastidão do universo de genialidade desses dois gaúchos, além dos escritores que nem endereços eletrônicos têm e só podem ser representados pelos blogs, que são importantes, mas não tem todos os recursos de um site oficial.
Sites maravilhosos como o da Fundação Jorge Amado e do poeta Vinicius de Moraes são exemplos de endereços que contam tudo sobre os escritores a quem são dedicados e conseguem passar para seus visitantes a dimensão de suas obras e despertar o interesse em conhecê-las. Por esses dois exemplos, pode-se concluir que nossos grandes Mestres da Literatura, suas memórias, vidas e obras ganham uma nova dimensão através da rede de internet e alcançam muito mais admiradores e amantes de nossas valiosas letras.